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A palestra “Democracia e Direitos Humanos” atraiu muita gente para o auditório da Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção Campina Grande (OAB-CG) na tarde desta quinta-feira, 07. Estiveram presentes operadores do Direito, professores da área, estudantes e profissionais de diversos segmentos, todos interessados nas importantes discussões que foram feitas pelos professores Eduardo Ramalho Rabenhorst e Vanderlan Silva, com mediação da professora Olívia Gomes. Em pauta, a realidade do país e também o que acontece em nível mundial.

A abertura do evento, promovido pela Comissão de Direitos Humanos da OAB-CG, foi feita pela presidente da comissão, Lígia Macedo, com homenagem in memoriam ao professor Fábio Freitas, um dos mais importantes ativistas dos Direitos Humanos da Paraíba, falecido em 2016. “O professor Fábio mudou minha perspectiva de vida. Quem o conheceu jamais o esquecerá, por tudo que ele ensinou, como professor, como ser humano. Hoje é um dia muito importante por causa desta justa homenagem e também pra reforçar que a OAB é a casa da democracia e dos direitos humanos, defender estes direitos é a nossa função primordial como advogados”, disse.

O professor Fábio Freitas foi membro da Comissão Estadual da Verdade e da Preservação da Memória do Estado da Paraíba, além de coordenador do Grupo de Trabalho Mapa da Tortura na Paraíba. Ele também foi homenageado pelo cunhado, o policial Frank Barbosa, com um vídeo e um breve relato histórico.

Em seguida, o presidente da OAB-CG, Jairo de Oliveira, entregou uma comenda aos familiares do homenageado. “Aprendi muito com ele. Muito do que sou hoje devo a ele. A OAB-CG reconhece a importância desta figura humana maravilhosa. Eu gostaria inclusive de informar que estamos trabalhando no projeto da nossa biblioteca e ela receberá o nome do professor Fábio Freitas”, anunciou.

Dando início à palestra propriamente dita, a professora Olívia Gomes lembrou os 69 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, celebrados no próximo domingo, 10. “Estamos vivendo tempos muito complicados, com liberdades ameaçadas e a gente precisa lembrar a importância deste documento que sintetiza cerca de 200 anos de ganhos”, reforçou.

O professor Vanderlan por sua vez enalteceu o encontro e suas contribuições para o debate e consequentemente para a luta em defesa dos direitos humanos. “Eventos como esse são importantes para lembrarmos também das barbáries, como as que foram conferidas no nazismo. São importantes para lembrarmos dessas práticas, para que elas não se repitam”, ponderou.

Já o professor Eduardo Ramalho falou sobre a questão da preocupação exacerbada com a visibilidade, da dependência da tecnologia em rede e da relação da sociedade com o poder, entre outros pontos, mostrando como as liberdades individuais e os direitos de cada um são afetados. “Nunca foi tão fácil se obter o poder, tão difícil fazer uso dele e tão fácil e rápido perdê-lo”, afirmou.

Após as apresentações houve espaço para debate com o público. Os participantes receberão certificação de três horas.

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