Audiência pública na OAB-CG discute dificuldades de pacientes com câncer atendidos em Campina

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As dificuldades dos pacientes com câncer atendidos em Campina Grande foram discutidas durante audiência pública promovida pela Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção Campina Grande (OAB-CG), através de sua Comissão de Direito à Saúde (CDS), na noite desta terça-feira, 19. Como resultado, será elaborado um relatório com os principais problemas enfrentados por estes pacientes e seus familiares, para que se busquem as melhorias necessárias.

Entre os presentes estavam o juiz Edailton Medeiros Silva, do 2º Juizado, representando o Tribunal de Justiça e também com seu relato como paciente; Max Joffily, cirurgião oncológico e diretor técnico da FAP; Paulo Meira, diretor administrativo da FAP; Eliagna França, representando a 3ª Gerência Regional de Saúde do Governo da Paraíba, Marcella Sanguinetti, da Defensoria Pública da União.

Idealizado pela da presidente da CDS, Rebeca Coury, o encontro foi marcado pelos depoimentos emocionados de quem luta contra esta doença terrível e ainda tem que lidar com o descaso do poder público. “Ouvimos relatos sobre o fornecimento de medicamentos, a questão de acolhimento ao paciente, a fila de espera que é cada vez maior. Estes pacientes precisam de uma assistência mais ampla, então, a medida da OAB-CG é fechar este diagnóstico e a partir daí, dialogar com os entes que prestam este atendimento, para que se melhore ou para que a gente descubra em conjunto o que podemos fazer para melhorar e ampliar este atendimento”, detalhou.

Ainda segundo a advogada, se nada for feito, a Subseção poderá mover inclusive ações judiciais. “Tomaremos as medidas necessárias e cabíveis para garantir este atendimento, para garantir o direito à vida e à saúde destas pessoas. É bom frisar que ouvimos também alguns elogios, sobretudo com relação ao atendimento na FAP, mas há muito o que se melhorar sim”, destacou.

O gerente administrativo da FAP, Paulo Meira, ressaltou que a atual gestão do hospital, em parceria com os governos Federal e Estadual, tem garantido o bom atendimento aos pacientes. “Nós atendemos toda a Paraíba, quase 50% dos pacientes são de fora de Campina Grande. Não é apenas o atendimento médico que é necessário, eles precisam do transporte, de aconselhamento jurídico, de orientação e tudo isso faz parte do conjunto que proporciona aquele tratamento. Dentro da FAP nós fazemos o impossível para que isto seja melhorado. Temos dois aceleradores lineares que são fornecidos pelo Programa de Expansão de Radioterapia do Ministério da Saúde, que são equipamentos de ponta e que proporcionam um atendimento de alto nível, mas sempre iremos trabalhar em busca de novas melhorias”, disse.

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